Executivos brasileiros recebem aumento salarial maior que estrangeiros

14/2/2014

Habilidades de gerenciamento continuaram escassas em 2013. Profissionais juniores, em alguns casos acabaram assumindo posições mais seniores sem, muitas vezes, ter a experiência profissional necessária. Além disso, os gerentes recrutadores enfrentaram certa dificuldade em encontrar profissionais com expertise em vendas, fluência em inglês e vivência internacional.

Essas tendências devem continuar em 2014, pois as empresas precisam desenvolver técnicas comerciais mais sofisticadas e times gerenciais capazes de entregar resultados consistentes. Com a copa do mundo e as eleições presidenciais a frente, esse ano ainda é de incertezas. Para Frédéric Ronflard, diretor geral da Robert Walters Brasil, tudo o que pode ser previsto é que áreas relacionadas a produtos de consumo devem manter um ritmo alto de crescimento, mas setores como infraestrutura, imobiliário e mercado de capital  podem enfraquecer, pois a atenção estará voltada para esses eventos esportivo e político.

Diante desse cenário de incerteza, empresas devem assumir postura cautelosa em relação às atividades de recrutamento. Salários não devem surpreender, pois os aumentos continuarão seguindo apenas a linha de inflação, através dos dissídios mandatórios que estipularam aumento salarial de cerca de 8% para profissionais que continuarem em seus cargos atuais.

“Para profissionais em busca de novas oportunidades, o volume de aumento salarial deve variar entre 15 e 20%, o que mostra certa maturidade no mercado brasileiro”, afirma Ronflard. Executivos tem priorizado outros fatores quando aceitam uma nova proposta de trabalho, tais como qualidade de vida, exposição internacional e plano de carreira a longo prazo.

De acordo com a pesquisa salarial da consultoria, o Robert Walters Global Salary Survey, os salários dos executivos brasileiros sofreram aumento relativamente superior ao de executivos estrangeiros, mas com a depreciação do real frente ao dólar e ao euro, a percepção de custo de um funcionário brasileiro em empresas multinacionais está menos cara.